No quintal do meu peito,
habita um passarinho.
Sanhaço, filho do sol,
arisco e
pequenino.
Desperta antes
de mim,
clama-me lá de onde está.
voa e salta entre folhas
sem jamais se distanciar
enfronha-se entre cinzas
dos galhos e das sombras.
Faz no silêncio sue ninho.
mas seu canto e azul.
Quanto
mais me esqueço,
mais ele se mostra.
Se menos me busco,
mais sou morada.
E Nada lhe
falta.
e meu peito lhe é tudo.
e assim amor em
brasa
me põe asas e escudo

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