terça-feira, 27 de outubro de 2026

O passarinho do meu peito

No quintal do meu peito,

habita um passarinho.
Sanhaço, filho do sol,

arisco e pequenino.

 

Desperta antes de mim,
clama-me lá de onde está.
voa e salta entre folhas
sem jamais se distanciar

 

enfronha-se entre cinzas

dos galhos e das sombras.
Faz no silêncio sue ninho.
mas seu canto e azul.

 

Quanto mais me esqueço,
mais ele se mostra.
Se menos me busco,
mais sou morada.

 

E Nada lhe falta.
e meu peito lhe é tudo.

e assim amor em brasa

me põe asas e escudo


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