No peito,
a esperança.
E ela é azul.
Nos calos
amarelados das mãos,
a aspereza,
a bruteza.
Mas no peito,
a esperança azul.
Esperança para todos,
Céu para todos
Como pintinhos
debaixo da mãe
no dia frio.
Se é para todos é joia.
Apenas para si é joio.
Cresce,
mas é amargo.
Não dá em nada.
No peito azul,
o paradoxo do
quanto mais vazio,
mais cheio.
E o coração quentinho,
Como dentro de um ninho
de beija-flor.
Fuja do que
não for para todos.
Fuja.
Se não for para todos,
É apenas para os tolos.
Não é azul.
Não é céu
a esperança.
E ela é azul.
Nos calos
amarelados das mãos,
a aspereza,
a bruteza.
Mas no peito,
a esperança azul.
Esperança para todos,
Céu para todos
Como pintinhos
debaixo da mãe
no dia frio.
Se é para todos é joia.
Apenas para si é joio.
Cresce,
mas é amargo.
Não dá em nada.
No peito azul,
o paradoxo do
quanto mais vazio,
mais cheio.
E o coração quentinho,
Como dentro de um ninho
de beija-flor.
Fuja do que
não for para todos.
Fuja.
Se não for para todos,
É apenas para os tolos.
Não é azul.
Não é céu

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